Transformação digital — Como ela impacta nas rotinas do setor de TI?

O papel da tecnologia em nossas vidas é cada vez mais importante. Com dispositivos móveis de fácil acesso e a internet envolvida em diversas atividades do dia a dia, é natural que as empresas também passem por mudanças estruturais. E o resultado dessa rápida evolução tecnológica é o processo que estamos vivendo: a transformação digital.

Entretanto, ainda que o tema venha sendo bastante discutido, algumas dúvidas podem surgir. Afinal, o que é transformação digital? Quais os seus impactos no setor de TI? Como minha empresa deve agir para se adaptar a esse novo cenário?

Falaremos, neste post, sobre tudo isso, para tirar de vez as suas dúvidas!

O que é transformação digital?

O uso da tecnologia no ambiente empresarial não é uma novidade. É possível rastrear a presença de diversas soluções e ferramentas já no surgimento das empresas, ainda na primeira revolução industrial. A diferença é que agora não estamos falando apenas de adotar novos recursos — a inovação é capaz de gerar valor para os negócios.

Grosso modo, a transformação digital se refere ao uso da tecnologia da informação nas empresas para otimizar processos, maximizar seu desempenho e conseguir melhores resultados. E não se trata apenas de favorecer a relação com os clientes. Toda a dinâmica interna da organização pode ser modificada de acordo com seus objetivos.

O foco principal da transformação digital é fazer com que cada companhia adote a tecnologia como parte de sua estratégia de negócios. Muitas vezes, a empresa inteira precisa se reinventar. Consequentemente, o setor de TI desempenha um papel de protagonismo nessa nova fase.

Afinal, é ele o responsável por planejar, implementar e gerenciar a tecnologia no ambiente corporativo. Por outro lado, cabe à alta gerência desenvolver estratégias para garantir o engajamento de todos os colaboradores nesse processo. Nenhuma mudança significativa na cultura empresarial é feita apenas com novas soluções tecnológicas — é essencial envolver as pessoas.

Os profissionais de TI — e da empresa como um todo — são os verdadeiros agentes dessa revolução. Consequentemente, há impactos positivos na rotina de todos. Basta avaliar de que forma a transformação digital otimiza a relação com os clientes.

O consumidor de hoje é muito mais exigente. Ele não quer apenas um bom produto — mas uma relação individualizada, atendimento de qualidade e um serviço customizado. Para isso, é preciso que os processos sejam capazes de responder às novas necessidades.

Assim, o melhor caminho é adotar a tecnologia como mecanismo para personalizar a relação com seus clientes. Quanto maior a maturidade da empresa em relação às melhores práticas de negócio e TI, mais fácil será identificar o caminho para fortalecer a sua marca no mercado em que atua.

A Internet das Coisas (IoT), a computação em nuvem e o machine learning são bons exemplos de solução que vem se se destacando na transformação digital.

Quais impactos já podem ser sentidos nos serviços de TI?

Consultoria de TI

A área de consultoria de TI é uma das mais influenciadas por essa nova fase. Cada vez mais, é importante que ela entenda com profundidade os negócios do cliente para ter uma visão mais clara das mudanças que devem ocorrer no dia a dia da empresa. E isso afeta até mesmo o trabalho individual do consultor.

É preciso ter sempre ao lado um arquiteto de negócios, para poder recomendar novos processos que atendam plenamente às demandas do mercado. Em paralelo, a infraestrutura de TI deve ser utilizada com máxima eficiência.

A capacidade de abstração do consultor será frequentemente colocada em prova, pois cada novo projeto exigirá uma desconstrução dos modelos atuais. O foco deve estar na reconstrução com base no uso da tecnologia como fator que gera valor.

Esse modelo de negócio deve ampliar o alcance da empresa, mudar o perfil dos clientes, agilizar o time-to-market etc. Tudo isso on-the-fly, ou seja, já na execução dos processos.

Vale destacar que é crescente a necessidade por profissionais criativos e inovadores, já que as empresas devem buscar conhecimento externo para o planejamento e a implantação.

Outsourcing

Antes, o outsourcing costumava ser visto como uma ferramenta com a finalidade de reduzir custos e aumentar a eficiência. Com a transformação digital, a tendência é que ele passe a assumir responsabilidades ainda maiores. O motivo é simples: as empresas devem, gradualmente, terceirizar áreas não estratégicas para otimizar seus processos.

Por outro lado, elas devem exigir mais agilidade nas respostas, flexibilidade nos contratos e vínculos maiores dos serviços com a tecnologia. Assim, o outsourcing pode abraçar o mercado como uma opção terceirizada e participar com mais proatividade dos processos de transformação.

BPO e BTO

Os agentes de Business Process Outsourcing (BPO) também assumem uma participação mais ativa, apoiando diretamente ações da contratante, além de trazer know-how e experiência para as etapas da mudança.

A tendência é que aumente a busca por eles, já que as empresas devem terceirizar a responsabilidade de operacionalizar a transformação após a definição da estratégia a ser adotada.

Assim, esses agentes se tornam responsáveis por Business Transformation Outsourcing (BTO).

Gerenciamento de TI

O gerenciamento de TI, de modo geral, também deve passar por mudanças radicais. A velocidade dos novos projetos deve fazer com que eles tenham que se adaptar rapidamente às novas demandas. Metodologias ágeis, como a Agile, são muito úteis, mas devem ser avaliadas para dar mais dinamismo ao setor e monitorar constantemente a performance de segurança.

Novos KPIs serão essenciais para garantir o controle do gestor sobre cada processo, já que é parte fundamental do seu trabalho evitar as tomadas de decisão baseadas em fatores subjetivos.

Interatividade nas redes sociais, qualidade do atendimento e satisfação do cliente são exemplos de fatores que precisam ser quantificados para possibilitar uma boa gestão.

Como se adaptar à nova era da tecnologia?

Em primeiro lugar, é preciso ser ágil e eficaz, mas sem deixar de lado o planejamento. Nada deve ser feito por impulso. Modelos estáticos e tradicionais devem ser repensados, já que tendem a se tornar obsoletos pela falta de adaptabilidade. O PMI e o Prince, por sua vez, podem ser utilizados — mas será preciso fragmentar tarefas e estabelecer pontos de medição e avaliação.

O contato dos stakeholders com os processos deve ser constante. Envolver clientes e parceiros nos negócios é uma questão central na transformação digital. Em paralelo, é preciso desenvolver um sistema de gerenciamento eficiente dos dados.

A informação é, hoje, um patrimônio valioso. Com a gradual transferência de dados para o ambiente digital — internamente ou na nuvem —, é preciso estar atento aos riscos e implantar uma política forte de cibersegurança, com ferramentas de proteção robustas.

Para a manipulação desses dados, sua empresa deve contar com softwares específicos, como os Analytics, para geração de insights. Na transformação digital, dados devem ser minerados e transformados em informações relevantes para embasar tomadas de decisão eficientes.

Entretanto, nunca perca de vista a necessidade de adaptar essas questões à realidade de sua empresa. O setor do mercado no qual ela atua e sua estratégia de negócios devem servir de guia para a escolha das soluções tecnológicas a serem implantadas.

Faça um levantamento das suas necessidades, pesquise as opções no mercado, veja quais estratégias são mais eficientes e desenvolva um planejamento detalhado antes de agir. Assim, sua empresa alcançará um importante diferencial competitivo.

Em pouco tempo, encarar essas mudanças e se adaptar será uma questão de sobrevivência. Sua empresa deve atuar rapidamente para que a transformação digital seja uma fase de ascensão no mercado.

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