Os pilares da gestão e governança de TI: entenda mais sobre isso!

Você sabe como as políticas de governança de TI se relacionam com as estratégias de governança corporativa de uma empresa? E os pilares da gestão de TI?

Conforme a tecnologia ganhou espaço no ambiente corporativo, tornou-se fundamental para os gestores definir estratégias voltadas para a melhoria contínua da performance de qualquer área. E, nesse sentido, políticas de gestão e governança de TI devem ser vistas como a peça chave para que a empresa possa se manter competitiva em médio e longo prazo.

Com elas, a empresa passa a ter uma infraestrutura mais bem estruturada. As falhas são menos frequentes e a performance torna-se mais robusta. Dessa forma, os profissionais de todas as áreas terão um ambiente de trabalho mais confiável e com as bases para a execução de rotinas de alta qualidade.

Para entender mais sobre os pilares da gestão e governança de TI, convidamos você a continuar a leitura sobre a importância desses elementos para o sucesso do setor. Confira!

Governança corporativa

A governança corporativa é um conjunto de rotinas e processos feitos para garantir a competitividade do negócio. São estratégias moldadas a partir das metas e objetivos de longo prazo da companhia, assim como a sua missão. Considerando fatores externos e internos, profissionais conseguem evitar problemas de performance, otimizar o desenvolvimento de produtos e criar um ambiente de trabalho altamente efetivo.

Operações de qualidade

As práticas de governança corporativa contribuem para que a empresa possa ter operações de alta qualidade. Prejuízos são evitados a partir de uma modelação mais inteligente de estratégias comerciais e abordagens de mercado e, da mesma forma, rotinas são modificadas para atender às demandas das políticas de compliance.

E é dentro da governança corporativa que a governança de TI está inserida. Essas políticas devem ser criadas e gerenciadas de maneira unificada, com os profissionais de cada área executando estratégias para que todos os ambientes de trabalho tenham sempre o máximo de performance. Dessa forma, a empresa terá as bases para buscar novos mercados sem comprometer o seu desempenho.

Em outras palavras, a governança corporativa é um ponto chave para que a empresa possa atuar de maneira estratégica, com serviços de qualidade voltados para as demandas de clientes e parceiros comerciais. Todos os setores estão bem estruturados, com regras claras e uma rotina de trabalho transparente. Como consequência, a companhia atrai mais negócios e diminui os riscos envolvidos em suas atividades.

Governança de TI

A governança de TI pode ser encarada como um conjunto de estratégias que estão conectadas às políticas de governança corporativa, mas que têm um foco nos processos de gerenciamento dos recursos digitais do negócio. Ela é responsável por alinhar as políticas do setor de TI, assim como as suas estratégias, conforme as necessidades de cada área.

De acordo com o framework COBIT 5, da ISACA, a governança de TI é um processo que dá ao negócio as bases para que as necessidades, opções e condições dos stakeholders da empresa sejam avaliadas com um maior nível de qualidade. A companhia terá mecanismos mais eficazes para determinar qual a melhor forma de balancear e priorizar todos os objetivos.

Dessa forma, as rotinas de tomada de decisão podem se beneficiar em médio e longo prazo. Já a norma ISO/IEC 38500 dá ao gestor de TI seis bases para estruturar os seus processos de governança, que são:

  • o conhecimento das responsabilidades de todos os envolvidos em processos de TI;
  • a busca por uma estratégia pautada em uma visão de médio e longo prazo;
  • a realização de aquisições com foco na melhoria dos problemas do negócio e as metas de longo prazo;
  • a melhora contínua do desempenho da infraestrutura de TI;
  • a conformidade com as normas e regulações do setor, assim como os padrões de qualidade estabelecidos pelo mercado;
  • um foco nas necessidades do usuário, humanizando as rotinas de TI.

A adoção da governança de TI tem, como consequência, a visão da infraestrutura de serviços digitais da empresa como um fator estratégico, fundamental para que a empresa possa atingir os seus objetivos em médio e longo prazo. Dentro do ambiente corporativo, a governança de TI trabalha verificando as necessidades, problemas e objetivos de cada setor.

Por ser uma estratégia de comunicação contínua, o gestor consegue modificar os processos de administração. Isso é algo de grande importância para o negócio, uma vez que essa escolha pode facilitar a integração da tecnologia dentro do ambiente corporativo, buscando a redução de custos, maior inovação e integração profissional.

Processos de investimentos

Ao mesmo tempo, os processos de investimentos ganham maior retorno, uma vez que é evitada a aplicação de verbas em soluções de pouco impacto. A aquisição de novas ferramentas sempre será feita a partir da análise das necessidades de cada área e as suas metas para o futuro. Consequentemente, o setor de TI terá mais facilidade para avaliar quais tecnologias apresentam um melhor custo-benefício.

A governança de TI também reduz riscos de segurança. Com processos de gestão de acesso e monitoramento de recursos mais bem estruturados, as vulnerabilidades serão encontradas mais rapidamente. Ao mesmo tempo, invasões e o comprometimento de contas serão detectados em prazos curtos, impedindo que o impacto causado por esse tipo de problema seja alto.

Outro ponto importante da governança de TI é o ganho de transparência para as atividades do setor. Os processos da área tornam-se mais visíveis para os usuários. Isso amplia o impacto das decisões tomadas pelo gestor, uma vez que os que forem por ela atingidos conseguirão compreender como as suas escolhas impactam no dia a dia do negócio.

Gestão de TI

As rotinas de gestão de TI são focadas na manutenção, no monitoramento e no controle da infraestrutura. Ela busca elevar ao máximo o desempenho de todos os dispositivos, evitando erros, falhas em sistemas, interrupção do funcionamento de equipamentos e demais fatores que contribuem para a diminuição da produtividade do negócio.

Entre os pilares da gestão de TI, encontram-se processos como a manutenção preventiva, definição de regras de controle de acesso e políticas de backup. Além disso, o suporte ao usuário e a execução de ferramentas de monitoramento também fazem parte das atividades.

Em outras palavras, a gestão de TI trabalha para planejar, executar, construir e monitorar a infraestrutura de TI de acordo com as bases estabelecidas por normas como a ISO/IEC 38500. Juntas, essas rotinas contribuem para aumentar a capacidade de cada profissional utilizar a tecnologia como uma parte fundamental do seu trabalho.

Desse modo, as tecnologias que forem incorporadas ao ambiente de TI sempre terão uma alta performance, reduzindo gargalos operacionais e dando mais produtividade a todos os times.

Como esses pilares se relacionam

Cada vez mais, as rotinas corporativas — sejam elas do poder público, privado ou organizações não governamentais — dependem da tecnologia para serem executadas com alta performance. Hoje, há uma constante pressão do mercado por serviços que sejam flexíveis, modernos, integrados e eficazes.

E, nesse cenário, contar com uma infraestrutura de TI de qualidade é o ponto chave para conseguir atender a tais demandas. Nesse sentido, as estratégias de gestão e governança serão cruciais para que o negócio consiga fazer um uso inteligente da tecnologia, criando um ambiente de alta performance e produtividade.

Ferramenta estratégica

Alinhando processos de gestão, governança de TI e corporativa, a tecnologia pode ser integrada a todos os setores como uma ferramenta estratégica que contribui para gerar serviços e produtos com alto valor agregado. Dessa forma, o mercado torna-se mais competitivo e inteligente.

No ambiente em que a governança corporativa está mais voltada para a gestão da empresa e das suas necessidades, a política de gestão e governança de TI foca na maneira como a tecnologia da informação pode auxiliar o empreendimento a atingir os seus objetivos de médio e longo prazo.

São realizadas atividades e criadas políticas para reduzir custos, melhorar a rotina operacional de setores importantes e flexibilizar a cadeia operacional, de tal maneira que o tempo necessário para atender às demandas do mercado seja o menor possível.

Podemos pensar, por exemplo, em um banco. Empresas do setor financeiro já têm a tecnologia como um dos alicerces do negócio, e é nesse cenário em que processos de gestão e governança entram para impedir que ferramentas de TI se tornem uma fonte de gargalos operacionais.

Serviços integrados

O gestor de TI atuará lado a lado com outras áreas para avaliar qual a melhor forma de gerir toda a infraestrutura da tecnologia e os canais de atendimento online aos dispositivos utilizados para processar transações financeiras. Todos os serviços serão integrados, evitando que erros de comunicação e troca de dados ocorram. Assim, cada setor poderá atuar de acordo com a sua demanda, evitando problemas futuros.

Junto a tais fatores, os pilares da gestão de TI se relacionam com estratégias de governança ao moldar as rotinas de manutenção e os processos de aquisição de novos equipamentos a partir das metas da empresa e as suas necessidades de médio e longo prazo. Compreendendo a missão e as motivações do empreendimento, gestores conseguirão otimizar as atividades do setor de TI.

Todos os processos internos dessa área estarão modelados com uma política de gestão e governança de TI feita para que a empresa possa atender às demandas dos clientes e parceiros comerciais da melhor forma possível. Assim, a companhia se coloca em um lugar de destaque no mercado, fazendo com que a tecnologia deixe de ser uma fonte de gastos e se torne uma ferramenta de estratégia para o negócio.

Gostou do nosso post e quer saber mais sobre os pilares da gestão e governança de TI? Então veja como a governança de TI impacta diretamente em todas as rotinas da sua empresa!

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