Entenda o que é SOC e qual sua importância para as empresas

Com grande pressão para inovar e alinhar iniciativas de segurança com as metas de negócios, um SOC (Security Operations Center) fornece a base necessária para a empresa proteger seus ativos mais sensíveis, detectando e respondendo mais rapidamente às ameaças.

No entanto, a Hewlett Packard Enterprise (HPE) divulgou um relatório, recentemente, mostrando que 85% dos SOCs estão abaixo dos níveis de maturidade. Isso significa que muitas organizações, em todo o mundo, estão vulneráveis aos riscos de ataques cibercriminosos.

Embora isso represente uma melhoria de 3% em relação ao ano anterior, a maioria das organizações ainda luta contra a falta de recursos qualificados e da ausência de documentação dos processos mais eficazes. Esse é o caso do seu negócio? Então, descubra a partir de agora o que é SOC, por que ele é tão importante e como implementá-lo de forma eficiente.

O que é SOC?

Chamado de Centro de Operações de Segurança, no Brasil, o SOC representa a combinação perfeita de recursos humanos, processuais e tecnológicos para, juntos, formarem uma estrutura de gerenciamento forte para a segurança da informação. Essa estratégia pode ser aplicada a apenas uma empresa, individualmente, ou a várias, sendo oferecida como serviços por um ou mais provedores competentes.

Entre as principais atribuições de um SOC, podemos citar:

  • a prevenção de ataques: ajuda a prevenir ataques por meio da atualização de softwares, hardwares e outras tecnologias relacionadas à segurança, como antivírus, rastreadores de programas não autorizados instalados e avaliações de vulnerabilidade;
  • a detecção de riscos e ameaças: com recursos corretamente combinados, a empresa se beneficia de um alto poder de detecção das ameaças, como as tentativas de invasão de rede, sistemas e bancos de dados corporativos;
  • e a capacidade de resposta rápida contra os incidentes: a empresa aumenta o seu potencial de resposta, agindo rapidamente e de forma eficaz para corrigir qualquer falha, bloquear um ataque e mitigar os efeitos causados por ele.

Como funciona o SOC?

A estrutura atua monitorando constantemente todos os recursos de segurança utilizados na empresa, como firewalls, IPs, antivírus, UTMs e anti-DDoS. Com mecanismos de correlacionamento, ela é capaz de cruzar dados sobre os eventos, proporcionando uma solução chamada de SIEM (Security Information and Event Management), detectando quase que instantaneamente as tentativas de invasão.

Um SOC eficiente envolve a configuração de ações e definições de processos para auxiliar as equipes de operadores em uma atuação em conformidade. Eles recebem alertas emitidos automaticamente e podem executar os procedimentos na hora certa para bloquear ou mitigar os ataques. Caso não consigam deter a invasão, equipes de suporte de segundo e terceiro níveis podem ser acionadas — profissionais mais bem preparados.

Além disso, após os ataques, os profissionais devem realizar uma análise forense por meio dos registros e logs, facilitando a identificação das vulnerabilidades aproveitadas pelos cibercriminosos, bem como os danos causados, como o roubo de dados e modificações estruturais em códigos fontes dos sistemas.

Qual a importância de um SOC para as organizações?

Hoje, os dados são vitais para a sobrevivência dos negócios, além de ser um ativo importante na hora da implementação de estratégias que visem o aumento da força competitiva. Sabendo disso, os cibercriminosos tentam a todo custo roubar informações sigilosas e de caráter estratégico.

Em muitos casos, as empresas nem percebem os ataques e só sentem o impacto quando certas informações são divulgadas publicamente ou quando surgem inconformidades nas finanças. O SOC ajuda a impedir esse tipo de situação, proporcionando um reforço a proteção de toda a infraestrutura de TI.

Ataques do tipo ransomware, que bloqueiam as informações em troca de um pagamento de resgate, por exemplo, podem ser evitados com o apoio de um SOC bem estruturado.

Empresas que estão sujeitas a regulamentos mais rígidos de proteção de dados sigilosos, como os bancos, precisam de uma estrutura SOC para garantir maior tranquilidade aos clientes e se livrar de duras consequências penais.

Como é feito o outsourcing de SOC?

Na hora de implementar o SOC por conta própria, os gestores percebem que precisam investir pesado na montagem e manutenção da estrutura. Muitas empresas não têm os recursos necessários para realizar tal investimento. Nesse caso, o outsourcing pode ser uma solução atrativa, pois os ativos passam a ser contratados sob medida, o que permite seu gerenciamento pelo fornecedor.

Isso reduz drasticamente a necessidade de investimentos em contratações de profissionais altamente especializados, treinamentos e aquisições de softwares e hardwares. Sem contar que a empresa pode se beneficiar das mesmas vantagens oferecidas ou até mais.

Seria como contratar uma equipe de segurança patrimonial para o negócio. Por isso, o primeiro passo que o gestor deve dar nesse sentido é analisar as necessidades da empresa para saber o que realmente precisa contratar.

O segundo passo é escolher o provedor dos recursos e serviços. Ele precisa ter experiência na área de segurança, oferecer um suporte em tempo real, contar com equipes bem qualificadas, adotar as melhores práticas de segurança da informação e atuar como parceiro na estratégia.

Se o outsourcing for feito através de dois ou mais provedores, cada um com hardwares e sistemas diferentes, também é preciso considerar o fator multi-vendor, pois os equipamentos, sistemas e processos precisam ter um funcionamento harmonioso, garantindo uma estrutura bem integrada.

Quais são os tipos de SOC existentes e suas aplicações?

Basicamente, existem dois tipos de estrutura de segurança. São eles:

  • NOC on-premise ou local: nesse caso, a infraestrutura e a equipe se concentram dentro da empresa. Ela é mais utilizada por companhias que têm amplas obrigações regulatórias e querem manter uma equipe dedicada com sistemas não compartilhados. Tudo pode ser rigidamente controlado, mas o custo é bem alto;
  • SOC remoto: pode ser compartilhado, diluindo os custos entre as empresas contratantes sem afetar a eficiência da estrutura. O SOC também pode entregar uma infraestrutura redundante, garantindo alta disponibilidade, mesmo diante de quedas do servidor, energia e rede principais utilizadas.

Com relação às aplicações, o SOC atende bem as empresas que estão sujeitas aos regulamentos mais rígidos de proteção às informações. Nessa classificação, podemos citar o Banco Central do Brasil, o GDPR (General Data Protection Regulation), o PCI-DSS (Payment Card Industry Data Security Standards), bancos privados, instituições financeiras, corretoras de valores, operadoras de cartões de crédito, CVM (Comissão de Valores Mobiliários) etc.

O SOC é importante não só para garantir maior proteção aos dados, mas também para fornecer informações que comprovem tais feitos, melhorando a confiabilidade e conformidade com os órgãos reguladores.

Se a sua empresa precisa de uma solução como essa, não perca mais tempo. Entre em contato com a gente agora mesmo e veja como podemos ajudar!

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