Como o COBIT 5 framework pode ser útil para sua área de TI e empresa?

Todo gestor sabe da importância que a tecnologia tem para o ambiente de TI. Graças às soluções modernas, os profissionais podem atuar com agilidade, solucionando problemas de maneira integrada e inovadora.

Algumas soluções, como as aplicações na nuvem, a Internet das Coisas e o Big Data, mudaram a maneira como as empresas funcionam. Com rotinas e serviços mais flexíveis e a possibilidade de eliminar etapas sem perder performance, o investimento em TI tornou-se estratégico. Nesse cenário, criar um ambiente de alta qualidade para que todos possam atuar da melhor maneira possível é crucial.

E é para isso que existem as políticas de gestão e governança de TI. Elas orientam o trabalho dos profissionais da área, evitando erros, reduzindo riscos e permitindo que todos possam atender às demandas de usuários da melhor maneira possível. E, nesse cenário, é importante que o gestor de TI saiba implementar estratégias que garantam o melhor trabalho possível para o departamento.

Uma das estratégias utilizadas por boa parte do mercado é implantar as práticas do COBIT 5 framework. Ele é um conjunto de rotinas e processos que orientam o setor de TI a ter um ambiente de trabalho de alta qualidade e alinhado às demandas externas. Quer saber mais sobre ele e como a sua quinta versão pode impactar o dia a dia de uma empresa? Então veja o nosso post!

O que é o COBIT 5 framework?

O COBIT 5 é a quinta versão do COBIT (sigla para Control Objectives for Information and Related Technology), um framework de boas práticas de gestão e governança de TI criado na década de 1990.

Diferentemente do ITIL, por exemplo, que tem foco mais tático e operacional e é direcionado aos serviços de TI, o COBIT se concentra no nível estratégico e tem como principal objetivo alinhar as estratégias de gestão e governança corporativa do empreendimento às do setor responsável pela administração dos recursos tecnológicos da empresa. Para que isso seja possível, são usadas algumas medidas, como a auditoria de processos, a melhoria das rotinas internas e o controle sobre a infraestrutura interna.

Nas suas primeiras versões, o COBIT tinha um foco na necessidade de auditar os processos de TI em busca de pontos que necessitavam de melhorias. Pouco a pouco, as auditorias foram incorporadas à necessidade de manter-se, também, um amplo controle sobre a infraestrutura.

Já nos anos 2000, o COBIT evoluiu para também abordar conceitos envolvendo padrões e estratégias para a gestão e o gerenciamento de TI. Entre 2005 e 2007, por exemplo, foram integrados modelos, como o Val IT e o Risk IT, nas práticas de governança de TI. Já em 2012, foi a vez da integração da norma ISO 15504 para a avaliação do nível de maturidade dos processos da área.

Na sua quinta versão, o COBIT está estruturado para que o gestor de TI possa focar no alinhamento das estratégias do setor às outras políticas de governança internas de uma empresa. Assim, por meio de objetivos comuns, que agreguem valor aos serviços executados pela companhia, o empreendimento pode manter-se competitivo e criar oportunidades de negócio.

O COBIT 5 é composto de cinco princípios. Eles devem nortear todas as atividades do setor de TI, evitando perdas de performance e gerando valor para as rotinas da área. São eles:

  • atender a todas as necessidades das partes interessadas;
  • cobrir a organização de ponta a ponta;
  • aplicar um framework único e integrado;
  • possibilitar uma visão holística;
  • separar governança de gerenciamento.

Por meio do alinhamento de estratégias, o COBIT 5 framework coloca a tecnologia no centro das estratégias da empresa. Gestores poderão, então, utilizar ferramentas de TI para agregar valor aos processos internos, eliminar gargalos e maximizar a performance de todos os times com mais agilidade e precisão. E como os objetivos do setor de TI serão comuns a outras áreas, será mais fácil otimizar a eficiência da infraestrutura.

Como o COBIT 5 pode ser aplicado nas rotinas de gestão de TI?

Como a tecnologia está profundamente integrada ao ambiente corporativo, manter uma rotina de gestão inteligente é crucial. E dos processos de tomada de decisão aos de definição de métricas, muitas são as rotinas que podem ser impactadas pelo COBIT.

Por meio do COBIT framework, o gestor de TI pode reforçar o papel-chave que os processos de gestão da área desempenham para o negócio.

Ele traz as bases e orientações para que profissionais do setor possam compreender e utilizar a infraestrutura de TI para atender às necessidades de toda a companhia. Em outras palavras, é feito um redirecionamento da base dos processos administrativos: em vez de focarem diretamente nas atividades da área, eles passam a ter um foco nas metas e nos objetivos de médio e longo prazo da empresa.

Essa mudança cultural traz um grande impacto para a companhia. Riscos são minimizados com mais facilidade, melhorando os resultados que todos os times alcançam. Da mesma forma, o alinhamento de processos de TI garante que as ferramentas de software, de rede e de comunicação terão sempre o máximo de performance possível, sem comprometer o orçamento da companhia.

Porém, é importante que o gestor compreenda a necessidade de engajar todo o time de TI na busca por uma rotina de trabalho conforme os princípios do COBIT. Não basta apenas implantar novas práticas e estratégias de gestão — todos os técnicos e analistas devem incorporar os novos procedimentos no seu dia a dia, maximizando o retorno obtido com o investimento nesse framework.

Para evitar erros e conflitos na implementação do COBIT, a companhia deve, inicialmente, fazer um levantamento de dados completo sobre a estrutura do setor de TI. Práticas adotadas, normas de controle, indicadores e metas devem ser rastreados. Da mesma forma, as rotinas de gestão e governança, junto aos objetivos de outras áreas, também precisam ser avaliadas.

A partir da análise das informações coletadas, o gestor de TI conseguirá identificar problemas e adaptar, com mais facilidade, as práticas do framework ao dia a dia do negócio. Esse é um ponto fundamental, pois, uma vez que o gestor tem um amplo conhecimento sobre o negócio, ele pode adaptar os serviços e rotinas do setor de TI conforme as normas do COBIT, com rapidez e baixo índice de erros.

Também é necessário avaliar como estão estruturados os processos de controle específicos do negócio. Muitas empresas têm rotinas específicas que são definidas conforme o seu perfil. Identificar possíveis erros, nesse caso, melhorará alguns fatores, como a delegação de tarefas, por exemplo, dando mais performance para o empreendimento e gerando mais resultados para o negócio como um todo.

Quais os principais benefícios do COBIT 5 para o setor de TI?

Mesmo que o COBIT 5 tenha um foco nas rotinas de gestão e governança, os seus benefícios vão muito além dessas práticas. As implicações da adoção desse modelo de gestão trazem benefícios para todo o negócio, como:

  • criação de uma linguagem comum entre o setor de TI e outras partes da empresa, assim como nos processos de gestão e governança de outras áreas;
  • oferecimento de uma visão holística ao gestor, integrada e abrangente sobre os melhores princípios de gestão e governança de TI do mercado;
  • alinhamento aos padrões administrativos do setor de TI em relação aos padrões do segmento, facilitando o atendimento a exigências regulamentares da área e a obtenção de certificações de qualidade;
  • geração de uma rotina operacional de excelência para o setor de TI por meio de um uso mais inteligente e flexível das ferramentas tecnológicas existentes no ambiente corporativo;
  • agregação de valor aos serviços do negócio por meio de uma infraestrutura e um conjunto de atividades conectadas com as necessidades do mercado e da empresa;
  • estruturação mais inovadora dos dispositivos e do setor de TI como um todo;
  • otimização do custo para manter o setor de TI operacional;
  • redução dos riscos de segurança e performance relacionados ao setor de TI, trazendo mais confiabilidade para a área;
  • entrega de mais qualidade para a gestão da informação dentro do ambiente de TI;
  • alinhamento dos processos internos conforme as normas legais, de compliance e regulatórias do mercado.

Em outras palavras, o COBIT 5 pode ser um investimento estratégico para o negócio. O gestor de TI conseguirá criar uma rotina em que o setor atua lado a lado com todas as áreas para evitar prejuízos, melhorar a performance de toda a cadeia operacional e evitar que investimentos tenham uma baixa capacidade de atingir os objetivos esperados.

Dessa forma, a empresa pode manter-se inovadora e com serviços de alto valor agregado.

Como agregar valor aos serviços do setor de TI?

A implementação do COBIT 5 no ambiente corporativo gera uma grande mudança em todos os processos de TI executados no negócio. As práticas que deixam de gerar um resultado real para o empreendimento, por exemplo, são abandonadas.

Já as rotinas que estiverem desalinhadas com os objetivos e metas de médio e longo prazo passarão a ter uma nova forma, agregando valor para a companhia.

Conforme o seu uso é ampliado, o gestor poderá utilizar uma série de rotinas. Há a possibilidade de implementar métricas de performance, novos mecanismos de controle e de monitoramento de recursos. Dessa forma, a empresa poderá identificar como o COBIT framework está impactando nos resultados no negócio com maior precisão e agilidade.

Por ser flexível, o COBIT não impede a integração de metodologias e outros frameworks ao dia a dia da empresa. Estratégias como as metodologias ágeis e a TI Bimodal podem ser utilizadas lado a lado com o COBIT, sem gerar riscos para o negócio. Com isso, a companhia criará um fluxo de trabalho de alta produtividade e qualidade, livre de erros e gargalos operacionais.

Se o negócio tiver o apoio de um parceiro de outsourcing de TI, o COBIT também pode trazer benefícios. Nesse caso, o framework contribuirá com as orientações necessárias para que o gestor possa fazer parcerias estratégicas. Elas serão consolidadas por meio de mecanismos de gestão sólidos e decididas por meio de um método de tomada de decisão robusto e ágil, capaz de dar à empresa a segurança necessária para modificar as suas políticas em momentos estratégicos.

Isso trará mais retorno para o investimento nesse modelo de serviços. A companhia poderá documentar quais as práticas serão utilizadas no ambiente corporativo pelos profissionais de outsourcing com mais integração e inteligência. Além disso, a qualidade do serviço prestado será monitorada por meio de mecanismos precisos e maduros.

Já as políticas de segurança de dados, cada dia mais importantes para as empresas, também serão aprimoradas. Por meio do COBIT, o negócio conseguirá melhorar os seus mecanismos de controle sobre a infraestrutura. Isso trará menos riscos para o usuário, que poderá trabalhar com a certeza de que os seus dados não serão comprometidos por terceiros.

Ser um profissional certificado em COBIT 5 traz quais vantagens para o gestor de TI?

O COBIT 5 framework torna-se mais importante para o ambiente de gestão de TI. A certificação, muitas vezes, é um elemento-chave para abrir portas para um profissional de TI em diferentes locais. Ela dá, ao negócio que busca um gestor de TI, a garantia de que o profissional tem um compromisso com a sua formação e o alinhamento dos seus conhecimentos aos padrões do mercado.

Hoje, considerando que o COBIT 5 é o principal framework de gestão e governança de TI do mercado, obter uma certificação na área é algo obrigatório para o profissional de TI. Aplicado pela ISACA, o exame de certificação apresenta três níveis:

  • COBIT 5 Foundation;
  • COBIT 5 Implementation;
  • COBIT 5 Assessor.

A prova do nível Foundation dispõe de 50 questões objetivas. O candidato deve responder corretamente, ao menos, metade delas. O prazo para resposta é de até 40 minutos. Ela está disponível em português, não exige pré-requisitos e nem tem prazo de validade, sendo o seu resultado divulgado em cerca de 7 a 10 dias após a aplicação do exame.

Hoje, o COBIT 5 pode ser a peça-chave para que empresas possam fazer um melhor uso da sua infraestrutura de TI como um todo. Ele possibilita que processos de gestão e governança mantenham-se alinhados aos objetivos do setor e possam criar mais resultados a médio e longo prazo. Além disso, ele cria uma rotina de trabalho mais transparente para o setor de TI, com alto nível de automação e foco nas demandas do usuário, algo crucial para que a empresa possa manter-se competitiva.

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Colaborou com a produção deste post o parceiro da Kalendae, Carlos E. M. Martins, ITIL® Expert, instrutor oficial do EXIN® e APMG, consultor de Governança, SDM e Account Manager de TI.

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