BPO e BTO: aprenda as diferenças e como ambos agregam valor à TI

Muitas empresas já apostam na terceirização para criar uma cadeia operacional mais inteligente e eficaz. Os benefícios dessa escolha incluem redução de custos, maior capacidade de focar no atendimento a clientes e flexibilidade operacional. Assim, a empresa pode trabalhar de maneira estratégica, com serviços de alta qualidade.

Nesse sentido, duas alternativas se apresentam para o negócio que pretende investir na terceirização. O BPO e o BTO. Se você quer saber as diferenças entre ambos, veja o nosso post de hoje!

O que é BPO?

BPO é a sigla em inglês para Business Process Outsourcing (que em português pode ser traduzido para Terceirização de Processos de Negócio). Esse tipo de terceirização envolve todas as rotinas que não estão diretamente ligadas ao core business da empresa. Em outras palavras, a empresa contrata um time de especialistas, que são direcionados para atividades secundárias executadas pelo setor de TI.

O investimento no Business Process Outsourcing envolve uma análise profunda sobre como cada processo da área a ser terceirizada está estruturado, assim como a sua infraestrutura e normas internas. A partir do que for identificado, é feita uma reorganização operacional de tais atividades e a transferência de responsabilidades para pessoas especializadas. Com essas estratégias, a empresa consegue otimizar o desempenho de um setor ou de todo o negócio, gerando mais competitividade e rentabilidade para a companhia.

A adoção do BPO também pode elevar o nível de automação interno. Com o auxílio de ferramentas de TI e novas metodologias, os recursos terceirizados podem definir uma rotina de trabalho mais ágil, precisa e segura. Assim, o contratante terá mais tempo para focar no atendimento a clientes, resolver problemas de parceiros comerciais e focar nos processos diretamente ligados ao seu core business.

O que é BTO?

O BTO (Business Transformation Outsourcing, ou apenas Terceirização de Transformação do Negócio, em uma tradução livre), pode ser visto como uma evolução da terceirização tradicional. Além das atividades executadas no BPO, os profissionais contratados agregam um conjunto de conhecimentos às rotinas, de modo a realizar o serviço de forma totalmente nova. Em outras palavras, a terceirização torna-se um projeto capaz de gerar profundas melhorias na rotina da empresa contratante.

Pessoas e tecnologias são combinados para criar uma cadeia operacional mais inteligente e conectada com as necessidades de cada setor. É feito um trabalho constante de validação para avaliar como a empresa pode ter uma infraestrutura de TI mais ágil e eficaz. Assim, gestores podem gastar menos tempo lidando com a resolução de falhas simples e mais tempo atendendo a demandas de parceiros comerciais.

Como essas duas formas de terceirizar a TI se diferenciam?

O investimento no BPO e no BTO pode ser feito junto ou separadamente. O importante, aqui, é que o negócio conheça as suas necessidades e saiba qual solução melhor se aplica ao seu perfil corporativo.

A contratação do BPO, em geral, tem como foco uma melhoria na performance interna. Com o auxílio de profissionais qualificados, o negócio poderá executar uma série de rotinas internas com maior agilidade e segurança, sempre extraindo os melhores resultados possíveis de cada setor.

Por outro lado, o BTO traz um fator a mais para a empresa. Não se trata apenas de executar rotinas diárias de maneira mais inteligente, mas também de transformar a cadeia operacional do contratante, com soluções modernas e inovadoras. Com isso, a empresa consegue criar uma cultura de trabalho, mais eficaz e voltada para as necessidades do mercado.

Como investir no BPO e no BTO?

O investimento em serviços terceirizados pode gerar grandes benefícios para o negócio. Por meio dessa estratégia, a companhia consegue melhorar a sua rotina e ter mais tempo para dedicar-se a processos estratégicos. Porém, para garantir o máximo de retorno, o negócio deve utilizar uma estratégia eficaz.

Confira abaixo alguns pontos críticos para conseguir investir no outsourcing com segurança!

1. Faça um mapeamento das rotinas da organização

O primeiro passo para terceirizar as atividades da empresa é mapear os processos internos. Verifique como todas as rotinas estão estruturadas, os pontos que devem ser modificados e que podem ser mantidos. Assim, será mais fácil definir que tipo de fornecedor a empresa pode contratar.

2. Entenda quais são os processos que podem ser terceirizados

Uma vez que as rotinas internas já estejam mapeadas, o gestor deve identificar aquelas que podem ser terceirizadas. Foque em atividades que não estão diretamente ligadas ao core business do negócio e que possuem demanda variável. Com isso, a companhia pode realizar um investimento de qualidade e alto retorno.

3. Identifique quais são as empresas com melhor reconhecimento do mercado na área

A pesquisa é uma parte fundamental para fazer um bom investimento no outsourcing. Escolha empresas que sejam reconhecidas pelo mercado e que tenham uma boa capacidade de prestar serviços de acordo com o perfil do seu negócio.

Avalie a existência de certificados de qualidade e peça o feedback de clientes. Isso permite que o gestor consiga identificar os pontos fortes do negócio e como as atividades do prestador de serviços podem influenciar no seu dia a dia.

4. Defina um bom SLA

O SLA é um dos pontos-chave para a contratação de qualquer serviço. O Service Level Agreement (ou Acordo de Nível de Serviço, em português) é um documento que listará todas as obrigações do negócio com o prestador de serviços e vice-versa. Portanto, ele deve ser criado com transparência, objetividade e ser conhecido por todos.

5. Monitore regularmente os resultados alcançados com o BPO e o BTO

Uma vez que o outsourcing tenha sido integrado aos processos do negócio, faça uma avaliação contínua da performance dos profissionais contratados. Identifique se as metas estão sendo cumpridas e o impacto causado pelas atividades executadas.

Se necessário, entre em contato com o prestador de serviços e peça mudanças. Sempre que possível, revise o SLA e torne-o adaptado às necessidades do negócio. Com isso, você poderá evitar uma série de problemas.

Um bom exemplo de outsourcing é a operação da gestão de incidentes. Saiba como ela é executada no nosso guia sobre o tema!

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